Nem Copa do BR, nem Brasileiro… Amapá vive clima é de decisão de Estadual
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da bet sport: O mistério em torno do último campeão estadual de 2017, enfim, será desfeito. Nesta segunda-feira, às 20h30, Santos-AP e Macapá medem forças pela final do Campeonato Amapaense. Devido à vitória por 3 a 0 no jogo de ida, o Peixe da Amazônia tem uma vantagem confortável: só uma derrota por quatro ou mais gols impede seu sonho de obter um pentacampeonato consecutivo (que seria o sexto título na história do clube).
Disputada por seis clubes, com dois meses de duração, a competição tentou driblar limitações do próprio estado e os reflexos do futebol nacional, que já tem Brasileirão e Copa do Brasil em alta voltagem. Vários jogos foram marcados em dias sem futebol na televisão (o jogo de ida da final ocorreu na quinta-feira). Vice-presidente da Federação Amapaense de Futebol, Paulo Rodrigues apontou os percalços para a organização da competição:
– Marcamos jogos em dias diferentes para não sofrermos com a concorrência dos jogos dos grandes clubes do país. Sabemos deste impacto dos grandes clubes, especialmente do futebol carioca. Além disto, sabemos que o Estádio Zerão fica muito deslocado dos grandes centros, o que diminui nossa média das partidas. Mesmo com o baixo investimento, os seis clubes se dedicaram bastante – afirmou, ao LANCE!.
O Estádio Zerão foi palco de todas as 20 partidas anteriores do Campeonato Amapaense (e receberá também o jogo final). Estádio que poderia surgir como alternativa, o Glicério de Souza Marques está interditado pelo Mistério Público desde 2015.
da mrbet: Público foi baixo, mesmo ‘fugindo’ da concorrência de partidas de outros estados. Jogo de ida da final teve 796 pagantes
Secretário do Desporto e Lazer do governo do Amapá, Júnior Maciel lamentou a situação do estádio:
– Realmente, o Zerão ficou sobrecarregado. Ainda não temos previsão quanto à liberação do Glicério, e teremos de lidar com esta situação. O futebol amapaense luta muito para sobreviver – afirmou, ao L!.
Porém, o Campeonato Amapaense também não atraiu muito público: até mesmo a goleada por 3 a 0 do Santos-AP sobre o Macapá, pelo jogo de ida da decisão, foi assistida por 796 pagantes.
FINAL: HEGEMONIA SANTISTA OU RETOMADA DO AZULÃO?
A decisão do Amapaense pôs frente a frente dois clubes em cenários para lá de opostos. Franco favorito em campo, o Santos-AP tem folha salarial de cerca de R$ 70 mil e busca voos maiores. Além do penta (seu sexto título na história), o desejo é montar a equipe para as outras competições:
– Temos um projeto forte para a Série D de 2018. Já estamos com uma equipe entrosada há dois anos, temos a experiência de disputar a Copa Verde e, quem sabe, podemos ir para lá mais uma vez. Estamos com uma boa vantagem, mas respeitamos o Macapá e sei que a equipe lutará muito – disse o mandatário do Peixe da Amazônia, Paulinho Ceará, ao LANCE!.
O dirigente do Santos-AP lamentou o fato do Campeonato Amapaense ainda ter tantas dificuldades:
– A gente sabe que aqui o apelo não é tão grande. O Brasil ainda enfrenta uma crise, e a gente procura algumas formas de chamar o torcedor, com ingressos a preço simbólico, é bem difícil de depender apenas do Amapaense. Aqui no estado, a gente está no futebol porque gosta muito mesmo.
Já o Macapá, que, no mínimo, tem de marcar três gols para levar a disputa do título para os pênaltis, tem planos a longo prazo em sua reestruturação. Com seu único título amapaense em 1991, o clube tem folha salarial estipulada em R$ 5 mil para cada jogador. O elenco contratado apenas para a disputa do Estadual.
O dirigente Edielson Souza detalhou quais são os próximos passos da diretoria:
– Cumprimos um projeto de, em quatro anos, levar o Macapá à Série D. Em 2018, nossa busca é por levar a equipe à Série C. Foi um trabalho intenso, no qual reforçamos a equipe com vários jogadores no Pará. Agora, vamos rever alguns pontos e pensar em 2018 – disse, ao LANCE!.
O Azulão deixou para trás clubes de tradição local, como Trem e São Paulo-AP e, nas semifinais, superou o Independente-MA, que tem grande torcida. Porém, o revés no jogo de ida contra o Santos-AP foi visto com surpresa pelo dirigente:
– Estávamos bem e tivemos chances de abrir o placar durante o primeiro tempo. Mas tivemos algumas baixas, um jogador fraturou a clavícula (George, que está fora da decisão) e outro foi expulso, e tomamos os três gols. Vamos nos empenhar neste segundo jogo, confiantes no nosso trabalho, pois já conseguimos um grande feito, que foi a volta à Série D.
Além do título amapaense, quem levar a melhor no último jogo garante vaga em outra competição: será o representante do estado na Copa Verde de 2018.
O risco de coincidências de datas com jogos da Série D e da Copa Verde pode afetar a próxima edição do Amapaense. Em entrevista ao L!, Paulo Rodrigues não descartou mudanças no calendário competição para 2018:
– Vamos nos reunir com os clubes para ver se preferem disputar a competição no segundo semestre. A Série D está cada vez mais valorizada, e neste ano, datas coincidiram com jogos do Santos-AP no Amapaense. Como teremos dois clubes em 2018, não descartamos mudar a data do Estadual para o primeiro semestre.
A edição de 2017 do Campeonato Amapaense se prepara para sua despedida, cercada de expectativas e com clubes lutando por um lugar ao sol no futebol nacional.